sábado, 1 de setembro de 2007

Apoios e contributos (4) - Angolana-a-verdadeira

Um Blog para toda a gente, sem discriminação de credos ou de raças e onde a amizade é rainha.

Não conheço pessoalmente a "Angolana", que também assina "Angolana-a-verdadeira" e que costuma finalizar os seus comentários com uma "beijoca" com sabores. Foi nos comentários ao Blog Barreiro Velho que a "conheci". Quando comecei a divulgar a minha proposta, achava que eu era engenheiro e augurava-me um bom futuro como candidato a candidato a Presidente da Câmara...

Lá tive que a "desiludir" e dizer-lhe, convictamente, que tal coisa nunca me tinha passado pela cabeça, e que esse era um "perigo" que o Barreiro nunca correria! Expliquei-lhe ao que venho e estou convencido que ela acreditou na minha sinceridade.

Parece que temos amigos comuns, o Kira e o Carlos Alberto Correia, e pode ser que um dia venha a conhecê-la pessoalmente. Por agora acho, apenas, que deve ser uma mulher madura, isto é, com a ponderação que uma existência preenchida lhe tem vindo a dar, com uma atitude positiva perante a vida, que dá um valor importante à família e à amizade e que ama o Barreiro.

Pelo que se vai sabendo das suas intervenções, deve ser quadro superior duma empresa com negócios em vários países, pelo menos Portugal e Espanha, para onde foi recentemente deslocada, por imperativo profissional. Tem "mundo", escreve muito bem, é culta e informada.

Desde o início que apoia o meu Projecto. No seu Blogue "Angolana" tem um link para este, sob a epígrafe "Por uma boa causa". Por três vezes se referiu, expressamente, em postagens, ao projecto "Mercado de Rua Marquês de Pombal", referências essas assinaladas na badana, aqui do lado direito. Noutras postagens há referências implícitas aos "movimentos" em torno da ideia que apresentei e venho defendendo.

Estou a 1/3 do final das três postagens em que decidi fazer um "ponto de situação" do estado do Projecto. Interrompi a sequência para publicar uma referência à entrevista ontem saída no Jornal "Margem Sul", em que a Jornalista "puxou" para manchete uma afirmação minha: "
Tenho tido o apoio dos moradores mais informados".

E fi-lo, porque me pareceu importante e actual, tendo em vista a efectiva desinformação que grassa, especialmente no Barreiro Velho, sobre o conteúdo real do Projecto "Mercado de Rua Marquês de Pombal".

Aliás, ontem, alguém, anónimo, que só agora leu a postagem referente à entrevista que dei ao "Jornal do Barreiro", deixou este "inteligente" comentário:

Anónimo disse...

A foto que acompanha este post é esclarecedora, a Escola Conde Ferreira, grande ideia vamos fazer um mercado à porta de uma escola primária, brilhante.


E, também ontem, umas horas mais tarde, em comentário à postagem
Dia 28 de Agosto, reunião formal com a Câmara Municipal do Barreiro! outro anónimo - ou o mesmo -, igualmente com as leituras "atrasadas", escreveu o seguinte:
Anónimo disse...

Um Barreirense.

Vamos a ser honestos todos nós queremos a recuperação urgente do Barreiro Velho.
Mas agora alavancar esta recuperação com um mercado, do tipo que é feito na Verderena não é isso que querem os barreirense, não falo daqueles que aqui escrevem meramente a reboque de interesses partidários, quando estiveram no poder, não foi há muito tempo, á menos de 2 anos, não apresentaram uma ideia que fosse, agora coisa brilhante aparecem com esta ideia e mais fazendo a comparação com outros mercados de rua, dando mostras do seu imenso cosmopolitismo.

Já agora dizer que os moradores da rua em causa que estão contra estão mal informados, é boa, como foi posto aqui num comentário a foto ao pé da escola Conde Ferreira é brilhante, vamos ter um 2 em 1 mercado/escola.

Já me tenho perguntado, de mim para mim, se vale a pena tentar esclarecer quem não quer ser esclarecido... A resposta é sempre a mesma: vale a pena, sim senhor! Tudo vale a pena, se a alma não é pequena...

O(s) anónimo(s) que assim escrevem devem conhecer tanto do Barreiro Velho como eu de Alguidares de Baixo. Só assim se percebe que possam achar que a Escola Conde de Ferreira, que fica num extremo do Barreiro Velho, tem alguma coisa a ver com a Rua Marquês de Pombal ou com o Mercado, no outro extremo da zona...

E só por desconhecimento ou deliberada mistificação se justifica que continuem a pensar que eu quero meter no Barreiro Velho, "um mercado, do tipo que é feito na Verderena" Até parece que no documento inicial não constava, desde logo, um regulamento que, claramente, prefigura uma coisa completamente diferente daquela que, alguns, insistem em dizer que é a minha intenção. Até parece que a organização espacial, desde logo, proposta não mostra um modelo de mercado completamente diferente!

Já se, quanto à referência à vontade dos Barreirenses - "
não é isso que querem os barreirenses" - me parece petulância a mais esse anónimo falar em nome de um colectivo tão diversificado, já quando escreve "não falo daqueles que aqui escrevem meramente a reboque de interesses partidários, quando estiveram no poder, não foi há muito tempo, á menos de 2 anos, não apresentaram uma ideia que fosse, agora coisa brilhante aparecem com esta ideia" fica clara a má-fé e o preconceito político-partidário.

E é por isso que eu, sem pedir licença à Angolana, resolvi publicar a postagem que publicou no seu Blog, sob o título,

CONTRA-INFORMAÇÃO

As notícias sobre a possibilidade de implementação efectiva do Mercado Marquês de Pombal no Barreiro Velho, que são publicadas pela imprensa regional ou criticadas ou apoiadas em blogues, nunca falam do que mudaria na vida de centenas de pessoas, com a sua realização.

Muito raramente se fala dos benefícios ou dos malefícios que ele traria para a cidade e muito menos se explica o motivo por que se torna urgente encontrar uma solução a contento.

Também as opiniões contrárias não são fundamentadas e tem-se verificado que é mais fácil criticar por criticar ou apenas para ser do contra.

Na maioria das vezes, as opiniões versam o tom de criminalização das pessoas que dão origem a movimentos sociais que lutam para que tal projecto se torne realidade, desqualificando todos aqueles que o defendem, sejam estes cidadãos comuns de dentro ou de fora dos partidos, das instituições ou da polis como aglomerado urbano.

Com o tratamento que tem sido dado em vários meios de comunicação, cria-se no imaginário da população do Barreiro a ideia de que o trabalhador feirante é vagabundo, arruaceiro, traficante ou bandido, no mínimo, usurpador dos espaços que os elitistas pretendem reclamar como um exclusivo e uma prerrogativa só seus.

Quando o homem ou a mulher feirante é personagem de uma matéria de jornal ou de blogue, lá está por causa da sua pobreza, da sua miséria. Nunca ou quase nunca merecem mais do que poucas palavras por serem protagonistas de outras histórias que também merecem ser contadas: a sua capacidade de inventar, de produzir, de fazer cultura, de resistir, de amar, de criar bons filhos, de contestar. O mesmo acontece com os homens e mulheres trabalhadores que vivem em Bairros como o das Palmeiras, no coração do Barreiro Velho e que são quotidianamente apresentados como vagabundos, traficantes e consumidores de drogas.

Não podemos segregar a pobreza nem transformar o Barreiro Velho naquele ghetto que tanto preocupa aqueles que preferem fazer daquela zona da cidade um condomínio fechado, de luxo, povoado de moradias de estilo duvidoso, que nada têm a ver com a traça dos edifícios envolventes.

Temos de ter em conta a vida das pessoas que lutam honestamente pela sua sobrevivência e que, através do seu trabalho, constroem um país mais humano e mais justo, que ajudariam a trazer movimento ao Barreiro Velho e a reabilitá-lo como zona histórica.

O Barreiro Velho está em ruínas graças à omissão de todos nós, durante anos a fio.

Quem tem medo do Mercado Marquês de Pombal?


Que outros interesses estarão por detrás de tanta desinformação?



3 comentários:

Anónimo disse...

Se ela é quem eu penso, é boa como o milho.
Alta, loira, bem parecida, inteligente e rica.

Mas é tão má para mim!

Hulk Madeira disse...

Quem é António do Telhado?
A Grande Revelação em:

http://zumzuns.blogspot.com/

Anónimo disse...

Não sei se é boa ou não, mas que ela tem uma visão integrada das questões, lá isso tem.
Pelo menos tem "cachola" a rapariga.